sábado, 16 de janeiro de 2010
domingo, 13 de dezembro de 2009
Natal no abrigo de crianças e adolescentes
Na sexta-feira fui à festa de natal do abrigo onde trabalhei por cinco anos. Devemos sempre estudar e melhorar de vida, evoluir, mas se eu pudesse (financeiramente), jamais teria saído de lá...
Poderia participar como voluntária, mas ainda estou em acompanhamento de uma leucemia que quase me abateu (sim, tive leucemia).
A emoção de estar lá deixou meus olhos rasos d´água. Amigos verdadeiros que estão lá, desses que não se perde contato, crianças e adolescentes que vi crescer alí dentro, e, infelizmente, ainda estão lá. A solidariedade de quem compreende a situação dos abrigados, a festa, os presentes, o papai noel, o lanche "diferente", desses que nós comemos quando queremos, quando temos vontade, algodão doce, cachorro quente, salgadinhos de festa, torta de frando, variados tipos de bolo, refrigerante à vontade!
A alegria deles, dos funcionários, dos convidados, dos organizadores! Tudo muito emocionante!
O abrigo é uma medida de proteção, provisória e excepcional, que não implica na privação de privacidade.
Lá eles preservam o vínculo com a família, possuem atendimento personalizado, desenvolvem atividades em regime de co-educação, participam da vida da comunidade local, vão à escola, ao médico, ao dentista, aos centros recreativos. O mais difícil alí, é trabalhar o desligamento da criança/adolescente do abrigo. É dificil pra eles e é difícil pros funcionários, que criam laços afetivos verdadeiros e sofrem com a despedida. E ficam como eu, nostálgicos de um tempo muito bom, de uma convivência intensa, humana.
Funcionário de abrigo não é funcionário comum, desses que vão trabalhar arrastados, ficam olhando no relógio para dar a hora de irem embora. Funcionário de abrigo não vai trabalhar pelo salário ou pelo status. Quem trabalha em abrigo é gente de verdade, humano, solidário, altruísta, pega no batente de verdade, mal consegue sentar-se durante o dia, corre prá lá e prá cá, ouve problemas das crianças/adolescentes, participa desses problemas, sofre com eles, quer ajudar, quer fazer melhor, sente que alí está o fundamento de sua existência. Se ele não estivesse alí, quem ajudaria aquelas pessoas? Funcionário de abrigo, em dia de folga, compra agradinhos para seus abrigados, inventam formas de fazer os plantões serem agradáveis prá todos, compram brigas com a direção. E riem juntos! Tiram sarro uns dos outros, vivem em harmonia, brigam, fazem as pazes, lutam pelo bem comum.
Se você trabalha em abrigo, tudo o que está neste blog serve para você trabalhar melhor também, independente de ser professor ou não. Depois postarei mais novidades!
Um grande abraço! Paz e Luz a todos!
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Hora da história
É claro que todas nós, professoras de educação infantil, temos a hora da história!
Aquela hora gostosa, em que sentamos todos na rodinha e trabalhamos o faz-de-conta.
A história ajuda a ampliar a visão de mundo da criança, que usa a imaginação para fazer a relação com a realidade em que vive. Saiba que os contos infantis ajudam a formar o imaginário, estimula a linguagem, o raciocínio e a capacidade de observação (até mesmo dos bebês!).
Por meio da identificação com os personagens bons ou maus, a criança libera seus sentimentos como a saudade do pai, o ciúme de outra criança, o medo do escuro, entre outros.
A hora da história é uma fonte riquissima de aprendizagem, pois os livros trazem informações como cores, formas, figuras, texturas, letras e números. Uma boa idéia é utilizar entonações diferentes de voz para cada personagem ou situação, o que fará com que as crianças vibrem e se divirtam muito mais, além da imitação de alguns animais!
Aqui vão dicas para crianças e 0 a 3 anos. Depois disso, é só delicia!
0 a 1 ano:
Nessa fase o bebê dá pouca atenção ao livro, mas a professora precisa insistir todos os dias, porque pouco a pouco ele aprende a gostar da sensação das páginas em suas mãos (e boca!), da voz do adulto e da beleza das figuras.
Ilustrações e desenhos precisam ser grandes para prender a atenção deles. Coloque livros de plásticos, tecidos e de papelão duro em meio aos brinquedos, para que os pequeninos se familiarizem com eles. Explique as imagens de maneira simples, aponte cores, formas e figuras. Fale de maneira simples e clara. Os especialista (sei lá formados em que) dizem para não infantilizar a fala para falar com a criança. Eu nunca entendi o porque (talvez seja porque os americanos fazem assim). Nunca vi nenhuma criança traumatizada porque foi tratada como tal.
Como eles estão na fase do egocentrismo, procure historinhas ligadas ao cotidiano deles, coisas que ele se identifique, como comidinhas, utensílios domésticos, partes do corpo, bichinhos fofinhos.
Os bebês absorvem muita informação; contar uma historinha e cantar vira uma gostosa rotina para dormir, por xemplo.
Boa otícia: por volta dos nove meses, o bebê responderá às historinhas por meio de gritinhos, risos e palmadinhas. Tudo isso acompanhado de uma gostosa "dancinha de bebê" em pé no bercinho!
Ah, só para constar, eu infantilizo a voz para falar com os bebês.
1 a 2 anos:
Agora as crianças gostam dos livros com frases curtas, que os ajudarão a relacionar as figuras com seus nomes e ações, ampliando o vocabulário. As letras devem ser claras, legíveis e grandes.
Sincronize sua leitura com os gestos: se o pintinho mama e vai dormir, imite as ações do pintinho, mesmo usando o fantoche, excelente recurso visual!
Os temas também devem fazer parte da rotina deles, como higiene bucal, lavagem das mãos, brincar, tomar banho, bichinhos e natureza. O poder de concentração é de 10 minutos. Nós sabemos que eles começam a se levantar, mas continuam ligados mesmo fazendo outra atividade. Deixe-os folhear os livros.
2 a 3 anos:
Livros, fantoches e brinquedos prendem a atenção deles nessa fase. Uma dica é você ler o livro antes de reconta-lo às crianças, de forma que você possa adaptar ou encurtar a história para as crianças interagirem com sua voz, caretas, gestos e cantos.
Como estratégia, pode-se ler um capítulo por dia, para criar um clima de suspense. Em casa, eles farão um reconto da historia com a familia, e ficarão ansiosos para voltar à escola. Provoque expectativa antes de virar uma página, e dê pausa em algum trecho fazendo a criança formular alguma resposta. Instiga o uso da imaginação e faça-os criar suas proprias historias.
Esteja atenta à qualidade dos textos, buscando sempre uma mensagem positiva para formar o caráter de cada um. Aqui entra fábulas como A cigarra e a formiga, A tartaruga e a lebre, A cegonha e a raposa. Obras que trabalham o medo do escuro e a chegada de um irmaozinho também são recomendadas.
Sabe aquela repetição diária que os nossos alunos tanto exigem? "tia, de novo!". Pois é, isso ocorre porque eles vão trabalhando seus sentimentos e compreendendo o que eles sentem em relação àquela história e raciocinam em reconta-la do jeito deles.
Hoje é isso! Um grande beijo a todos!!
Paz e Luz!!
sábado, 5 de dezembro de 2009
Sugestões
Vejam que legal o blog da nossa amiga!
Várias atividades para trabalharmos com as nossas crianças!!
http://carinharte.blogspot.com/search?updated-min=2008-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2009-01-01T00:00:00-08:00&max-results=50
Várias atividades para trabalharmos com as nossas crianças!!
http://carinharte.blogspot.com/search?updated-min=2008-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2009-01-01T00:00:00-08:00&max-results=50
Como detectar uma criança autista
"Indivíduos com autismo usualmente exibem pelo menos metade das características abaixo
listadas. Estes sintomas tem âmbito do brando ao severo em intensidade de sintoma para
sintoma. Além disso, o comportamento habitualmente ocorre através de muito diferentes
situações e é consistentemente inapropriado para sua idade." -------
- DIFICULDADE DE RELACIONAMENTO COM OUTRAS CRIANÇAS
- RISO INAPROPRIADO ( aquele risinho constante, como se os circunstantes estivessem a fazer qualquer coisa engraçada ou gargalhadas tipo "arrasa-quarteirão", sem nenhum estímulo, em reação desproporcional ou inadequada )
- POUCO OU NENHUM CONTACTO VISUAL
- APARENTE INSENSIBILIDADE À DOR
- PREFERÊNCIA PELA SOLIDÃO; MODOS ARREDIOS
- ROTAÇÃO DE OBJETOS
- INAPROPRIADA FIXAÇÃO EM OBJETOS ( apalpá-los insistentemente, mordê-los, mantê-los junto ao corpo ...)
- PERCEPTÍVEL HIPERATIVIDADE OU EXTREMA INATIVIDADE
- AUSÊNCIA DE RESPOSTA AOS MÉTODOS NORMAIS DE ENSINO
- INSISTÊNCIA EM REPETIÇÃO; RESISTÊNCIA À MUDANÇA DE RO -
TINA
- NÃO TEM REAL MÊDO DO PERIGO (não possuemconsciência de situações que envolvam perigo)
- PROCEDIMENTO COM POSES BIZARRAS ( fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocar de uma determina maneira os alisares ...)
- ECOLALIA ( repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal)
- RECUSA COLO OU AFAGOS
- AGE COMO SE ESTIVESSE SURDO
- DIFICULDADE EM EXPRESSAR NECESSIDADES; USA GESTICULAR E APONTAR NO LUGAR DE PALAVRAS
- ACESSOS DE RAIVA - DEMONSTRA EXTREMA AFLIÇÃO SEM RAZÃO APARENTE
- IRREGULAR HABILIDADE MOTORA - PODE NÃO QUERER CHUTAR UMA BOLA MAS PODE ARRUMAR BLOCOS.
Paz e Luz a todos!!
listadas. Estes sintomas tem âmbito do brando ao severo em intensidade de sintoma para
sintoma. Além disso, o comportamento habitualmente ocorre através de muito diferentes
situações e é consistentemente inapropriado para sua idade." -------
- DIFICULDADE DE RELACIONAMENTO COM OUTRAS CRIANÇAS
- RISO INAPROPRIADO ( aquele risinho constante, como se os circunstantes estivessem a fazer qualquer coisa engraçada ou gargalhadas tipo "arrasa-quarteirão", sem nenhum estímulo, em reação desproporcional ou inadequada )
- POUCO OU NENHUM CONTACTO VISUAL
- APARENTE INSENSIBILIDADE À DOR
- PREFERÊNCIA PELA SOLIDÃO; MODOS ARREDIOS
- ROTAÇÃO DE OBJETOS
- INAPROPRIADA FIXAÇÃO EM OBJETOS ( apalpá-los insistentemente, mordê-los, mantê-los junto ao corpo ...)
- PERCEPTÍVEL HIPERATIVIDADE OU EXTREMA INATIVIDADE
- AUSÊNCIA DE RESPOSTA AOS MÉTODOS NORMAIS DE ENSINO
- INSISTÊNCIA EM REPETIÇÃO; RESISTÊNCIA À MUDANÇA DE RO -
TINA
- NÃO TEM REAL MÊDO DO PERIGO (não possuemconsciência de situações que envolvam perigo)
- PROCEDIMENTO COM POSES BIZARRAS ( fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocar de uma determina maneira os alisares ...)
- ECOLALIA ( repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal)
- RECUSA COLO OU AFAGOS
- AGE COMO SE ESTIVESSE SURDO
- DIFICULDADE EM EXPRESSAR NECESSIDADES; USA GESTICULAR E APONTAR NO LUGAR DE PALAVRAS
- ACESSOS DE RAIVA - DEMONSTRA EXTREMA AFLIÇÃO SEM RAZÃO APARENTE
- IRREGULAR HABILIDADE MOTORA - PODE NÃO QUERER CHUTAR UMA BOLA MAS PODE ARRUMAR BLOCOS.
Paz e Luz a todos!!
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Aluno com problema auditivo
Quem de nós, professoras, nunca se deparou com um aluno com alguma espécie de deficiência ainda não diagnosticada pela família ou médicos?
Uma pena que isso ocorra...
Claro que a culpa não é da mãe, que lida com a criança desde o nascimento, mas é que nós temos um sem par de termos comparativos para detectar que algo está errado com aquele aluno. Não sabemos diagnosticar o que, nao conseguimos identificar que espécie de problema é, mas sabemos que algo não está certo.
Certa vez achei que um aluno meu não ouvia direito e conversei com a mãe que o levou ao pediatra, que o encaminhou ao especialista, que verificou algo a mais e mandou para outro especialista que descobriu que o garoto era, na realidade, autista.
Eu não achei que o caso fosse tão grave, apenas que ele não ouvia direito, mas fiquei feliz por tê-lo ajudado, porque, a partir dalí, ele começou a receber atendimento especializado.
Mas, vou colocar aqui algumas dicas de como verificar se seu aluno nao ouve bem. Sobre como verificar se ele é autista, eu coloco amanhã.
Você, que é professora de educação infantil, fique atenta aos sinais:
*Seu aluno solicita repetições com frequencia, exclamando: o quê? hã?
*Ele só reage quando se grita com ele
*Apresenta dificuldade de integrar-se ao ambiente
*Tem problemas de sociabilização na escolinha/creche
*Nas aulas de vídeo e música, mantém-se muito perto da TV ou rádio
*Fica desatenta ou em silêncio quando você se dirige a ele
*Apresenta ausência de fala
(perceba, professora, que aos 7 meses o bebê já deve imitar alguns sons ou sílabas. Com 1 aninho a criança com audição normal diz algumas palavras e aos 2 anos já domina cerca de 100 palavrinhas, mesmo pronunciando-as erroneamente).
Espero que tenham gostado da postagem de hoje! Aguardo comentários e sugestões!
Um grande beijo, Paz e Luz!
Uma pena que isso ocorra...
Claro que a culpa não é da mãe, que lida com a criança desde o nascimento, mas é que nós temos um sem par de termos comparativos para detectar que algo está errado com aquele aluno. Não sabemos diagnosticar o que, nao conseguimos identificar que espécie de problema é, mas sabemos que algo não está certo.
Certa vez achei que um aluno meu não ouvia direito e conversei com a mãe que o levou ao pediatra, que o encaminhou ao especialista, que verificou algo a mais e mandou para outro especialista que descobriu que o garoto era, na realidade, autista.
Eu não achei que o caso fosse tão grave, apenas que ele não ouvia direito, mas fiquei feliz por tê-lo ajudado, porque, a partir dalí, ele começou a receber atendimento especializado.
Mas, vou colocar aqui algumas dicas de como verificar se seu aluno nao ouve bem. Sobre como verificar se ele é autista, eu coloco amanhã.
Você, que é professora de educação infantil, fique atenta aos sinais:
*Seu aluno solicita repetições com frequencia, exclamando: o quê? hã?
*Ele só reage quando se grita com ele
*Apresenta dificuldade de integrar-se ao ambiente
*Tem problemas de sociabilização na escolinha/creche
*Nas aulas de vídeo e música, mantém-se muito perto da TV ou rádio
*Fica desatenta ou em silêncio quando você se dirige a ele
*Apresenta ausência de fala
(perceba, professora, que aos 7 meses o bebê já deve imitar alguns sons ou sílabas. Com 1 aninho a criança com audição normal diz algumas palavras e aos 2 anos já domina cerca de 100 palavrinhas, mesmo pronunciando-as erroneamente).
Espero que tenham gostado da postagem de hoje! Aguardo comentários e sugestões!
Um grande beijo, Paz e Luz!
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Último mês do ano...
Fim de ano, fim das conversas gostosas com as colegas da escola, fim do preenchimento de documentação das crinças, fim das reuniões, dos horários apertados, da preocupação com as atividades planejadas...
Todo final de ano deixa aquele gostinho de quero mais, de dever cumprido, uma pontinha de saudades do que está indo embora...
Mas há um novo início! Novo ano, novo grupo, novas preocupações! Um recomeço que nos enche de esperança! Que todos nóes tenhamos um excelente Natal e uma entrada de ano novo deliciosa!!
Um grande abraço a todos!
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